quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Anencefalia no STF (sem trocadilho)

Está sendo discutida no STF a possibilidade de se autorizar, ou não, a proposta de legalização dos procedimentos para interrupção de gestações de fetos com anencefalia. Mas o que é anencefalia? É quando um feto se desenvolve no útero materno sem o cérebro.

Para quem não sabe, o cérebro é o órgão do corpo responsável pelo controle de todas as atividades do corpo humano, inclusive pensar. (se bem que tem gente que tem cérebro e não usa... mas isso é outra história)

Uma criança sem cérebro, nada mais é do que ser humanóide desprovido de qualquer reação ou sentimento e só servirá para dar despesa para a família que tiver a infelicidade de concebê-lo.

Outros animais ao perceberem que sua cria nasceu com tamanha deficiência largariam sua cria para trás, ou até mesmo a comeriam o filhote para suprir-se de energia num instinto selvagem de sobrevivência. Felizmente, nós humanos evoluímos para uma situação em que não precisamos mais agir dessa forma e agora temos maneiras que nos permitem evitar sofrimentos desnecessários.

Aqueles que defendem a continuidade de uma gestação de uma criança anencéfala, são os mesmos idiotas que defendem a vida dos criminosos mais violentos. Eu continuo batendo na tecla de que só defende esse tipo de causa quem nunca passou por isso e que esse tipo de pessoa, que quer se mostrar como altruísta quando, na verdade, está sendo extremamente egoísta.

Portanto, se por um acaso os deuses do STF julgarem ilegais os procedimentos para interrupção de gestações de fetos com anencefalia, sugiro que aquelas famílias que forem obrigadas a levar a sofrida gestação, entreguem seus filhos aos ministros, militantes ou religiosos que rejeitam a legalização para que eles cuidem da criança.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Éééé do Brasil... Mas porque? Série - Olimpíadas

Inicialmente gostaria de me desculpar pelas férias sem aviso que tirei. Por isso o Blog não foi atualizado por esse longo período. Voltando dessas férias agora irei fazer alguns balanços sobre as olimpíadas de Pequim. Hoje será o primeiro post da série Olimpíadas, então aí vai:

Não sei se os leitores repararam, mas toda vez que vemos um esportista brasileiro no pódio olímpico, ouvimos os narradores dizendo que é mais uma medalha pro Brasil. Mas será que essa medalha é mesmo do Brasil?

Eu gostaria de saber o que é que o Brasil oferece aos seus esportistas em troca de uma medalha, pois na maioria das vezes que vemos a história de nossos atletas, percebemos um caminho de grandes dificuldades desde a infância do atleta até seu sucesso e mesmo após uma carreira bem sucedida não vemos qualquer reconhecimento do Brasil para com nossos atletas.

A grande verdade é que essa política esportiva do Brasil só prejudica o desenvolvimento do esporte nacional. Hoje, só é atleta no brasil quem não tem uma oportunidade de estudar e batalhar por uma oportunidade profissional no mercado de trabalho. Não há estrutura, organização, ou qualquer outro incentivo que busque aumentar a participação da população no mundo do esporte nacional. Basta assistir a entrevistas com os atletas olímpicos. A maioria tem sua origem na pobreza e começaram a praticar esportes quando um grande professor que “adota” o garoto ensinando-o os segredos de uma modalidade modalidade esportiva. Com o tempo o garoto vai treinando e se especializando superando as dificuldades até ser medalhista olímpico. Se quase sempre é assim, onde está o Estado Brasileiro nisso tudo?

O Brasil deveria seguir o exemplo de países como os Estados Unidos, onde milhares de universidades possuem programas esportivos espetaculares, incentivando seus alunos a representarem sua instituição em troca de bolsas escolares. Com isso, as universidades dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que se formam profissionais capacitados para o mercado, transformam-se em gigantescas “peneiras” de talentos que revelam, a cada ano, grandes atletas para o país.

Aqui no Brasil o atleta só é importante quando está levantando SUA medalha no pódio. Ele era esquecido pelo Brasil antes da medalha e também será depois, quando deixar de ser um atleta de ponta.

Portanto, enquanto o Brasil insistir em ser um país medíocre, nossos resultados no esporte seguirão o mesmo caminho, pois os resultados de uma olimpíada refletem a grandeza, a força e a organização de uma nação. E o Brasil, hoje, é um país medíocre inferior mesmo a países como Quênia, Bielorrússia e Etiópia.